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Review | XDefiant: um rival para Call of Duty, mas não agora

O futuro pode reservar voos mais altos para o game da Ubisoft

Pedro Scapin •
28/05/2024 às 21h58, atualizado há 2 meses

Jogabilidade redonda mas sem profundidade marca XDefiant

O lançamento de XDefiant vinha sendo aguardado por uma boa quantidade de jogadores que buscavam um novo FPS para chamar de seu, incluindo aqueles que esperavam por um concorrente digno para Call of Duty.

Depois de alguns adiamentos e um período de beta que apresentou não só as credenciais positivas do game, mas também seus defeitos, XDefiant finalmente foi lançado gratuitamente para consoles e PCs.

Como um fã de longa data de Call of Duty, é claro que fui atrás de conhecer melhor o mais novo “CoD Killer” da praça, e depois de umas 10 horas de gameplay, chegou a hora de trazer o meu veredito sobre XDefiant.

Gameplay moderno com toque único, mas que não se destaca

XDefiant

XDefiant é feito por uma equipe liderada por veteranos de Call of Duty. Isso fica muito evidente no gameplay, mais precisamente no gunplay do jogo. A movimentação e as trocas de tiros são muito reminiscentes aos títulos clássicos da franquia da Activision, a chamada Era de Ouro da saga os Black Ops e Modern Warfare originais.

Mas é claro que XDefiant apresenta elementos de gameplay diferentes e modernos, de modo a trazer um toque próprio ao tempero, mas não de uma forma que o destaque dentre os concorrentes do gênero. Por exemplo: não é possível deitar durante as partidas, o que faz com que os campers tenham mais dificuldade para se manterem escondidos em emboscadas.

Ainda que isso seja positivo, senti falta de poder mergulhar para buscar cobertura em um local mais baixo, e isso não eliminou os jogadores que estavam simplesmente parados no canto de uma sala, esperando os adversários. Outro ponto que difere XDefiant de Call of Duty (e eu vou comparar bastante os jogos por motivos óbvios) é a presença de habilidades especiais para cada agente.

XDefiant

Isso não é algo inédito e nem mesmo exclusivo, pois o próprio CoD já teve, mas aqui tem o detalhe da referência às franquias de sucesso da Ubisoft, o que traz um charme extra ao recurso. As habilidades são, sim, muito impactantes nas partidas, e podem ser o diferencial numa troca de balas com os adversários. E a possibilidade de vermos futuramente, cada vez mais poderes baseados em jogos da publisher francesa, promete deixar o meta do game sempre agitado.

Contudo, o que senti muita falta nas partidas de XDefiant foi a presença de séries de baixas, os populares killstreaks, que vão recompensando os jogadores por sequências de abates com equipamentos poderosos e divertidos (como um míssil que vem do céu ou um helicóptero que se mantém no ar por alguns minutos derretendo os adversários).

A sensação que fiquei foi a de não ter muita necessidade de me preocupar em não morrer, pois não estaria perdendo nada se isso acontecesse. E a falta de recompensas por uma longa série de abates quebrou bastante o ritmo. No geral, o gameplay de XDefiant é bem satisfatório, oferecendo uma experiência muito familiar para quem já costuma consumir jogos de FPS, com direito a algumas poucas adições próprias.

XDefiant

Falta de grinding e problemas de netcode

Em contrapartida, o novo título esbarra em dois pontos muito importantes: o grinding e o netcode. Mais uma vez usando a carta de Call of Duty, um dos principais atrativos de qualquer jogo da franquia é o grinding quase que infinito por desbloquear itens e acessórios para as armas e os personagens disponíveis. A cada novo lançamento de CoD, os jogadores já ficam empolgados por saberem mais detalhes das camuflagens que existem no game e quais são os desafios necessários para desbloqueá-las.

E ainda que XDefiant possua camuflagem para as armas, a variedade é irrisória, com apenas três tipos para cada arma: bronze, prata e ouro. Além disso, nenhuma delas requer um esforço muito significativo para ser obtida, apenas uma subida (ainda que longa) de níveis. Ficou claro que a Ubisoft, pelo menos nesse primeiro momento, não se preocupou em entregar conteúdos gratuitos de maneira abundante para os jogadores.

Isso é compreensível, uma vez que o próprio jogo foi lançado de maneira gratuita. Mas oferecer apenas três camuflagens de armas durante o período de estreia foi longe demais. E mesmo que você não ligue para o lado cosmético da coisa, XDefiant ainda possui um outro e mais importante problema que vem afetando o jogo desde as versões beta: o netcode.

XDefiant

O netcode é uma praga para jogos desta natureza, pois acaba criando situações muitas vezes irreais, ou que, pelo menos, não parecem condizer com o que estava acontecendo na tela segundos antes. Aqui, momentos em que você acredita já ter virado uma esquina e fugido de um adversário em posição melhor, apenas para ser surpreendido e morto do mesmo jeito; acontecem com muito mais frequência do que deveriam.

Não é um problema simples: vem acontecendo desde os primeiros testes de XDefiant e diminuiu na versão final, mas ainda persiste, estragando diversos momentos do gameplay. Jogadores do mundo todo vêm relatando essa situação, o que exclui a possibilidade de ser algo particular, ou mesmo da minha região. Isso vai demandar muito esforço da Ubisoft para resolver o problema rapidamente, antes que os jogadores larguem o jogo de vez.

Mapas, Gráficos e Áudio

XDefiant mapas

Uma trinca bastante importante em qualquer FPS é formada por mapas, gráficos e áudio. E, felizmente, XDefiant brilha em todos estes três aspectos. Os mapas disponíveis na pré-temporada do game são bem interessantes e divertidos, com um design que permite o uso de praticamente qualquer classe de armas a qualquer momento, trazendo mais variedade ao gameplay.

Além de eficientes, os mapas também são bem bonitos e variados, com direito a grandes cidades, zoológicos, vilas de pescadores e muito mais. Espero que a Ubisoft traga mais cenários icônicos das suas franquias, principalmente de Assassin’s Creed.  Já o áudio de XDefiant merece uma condecoração à parte, pois entrega algo que sempre costuma ser problemático em Call of Duty: uma noção real de onde vem cada som feito na partida, com diferenciação suficiente para destacar os passos dos inimigos e identificar perfeitamente de onde eles estão vindo.

É o verdadeiro CoD Killer?

XDefiant

Ao longo dos últimos anos, desde que Call of Duty assumiu a liderança da corrida entre os jogos de FPS, frequentemente surgem novos games que são rotulados como CoD Killers, ou seja, títulos que seriam capazes de destronar a franquia da Activision. Até o momento, muitos tentaram, mas nenhum foi capaz de superá-la em número de jogadores, em manutenção de relevância e, principalmente, na quantidade de jogos vendidos.

Mas é aqui que XDefiant pode ter a chave para o problema. A gratuidade é um fator extremamente impactante e o próprio Call of Duty sabe de sua força pelo sucesso do Warzone. Não acho que os jogadores de CoD deixarão a franquia nesse momento, migrando para XDefiant. Ainda existem diferenças cruciais entre os jogos, principalmente no que falei sobre grinding, recompensas para comprometimento a longo prazo e picos de diversão durante as partidas com os killstreaks.

No entanto, a cada ano que passa, mais se fala sobre continuar pagando por um novo multiplayer de CoD, e a sombra que a gratuidade de XDefiant joga em cima disso pode se tornar um problema para a Activision daqui a alguns anos. Basta uma evolução natural do jogo da Ubisoft com o lançamento das próximas temporadas, e uma estreia meia boca de Call of Duty para que as coisas se invertam.

Conclusão e nota da pré-temporada de XDefiant

XDefiant

XDefiant é um FPS divertido e bem construído em termos de gameplay, com mapas bonitos e eficientes para a fluidez das partidas, e um aspecto sonoro que raramente se vê tão bem feito. Mas os problemas de netcode, aliados à falta de elementos de grinding que recompensam os jogadores a longo prazo e até mesmo dentro de cada partida, ainda impedem que o jogo se junte a Call of Duty na prateleira de cima do gênero.

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