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Review | Killer Klowns From Outer Space: The Game — já vi esse filme antes
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Review | Killer Klowns From Outer Space: The Game — já vi esse filme antes

Killer Klowns from Outer Space pode ser um respiro para aqueles jogadores já saturados de Dead By Daylight

Igor Pontes •
27/05/2024 às 15h00, atualizado há 2 meses

Killer Klowns from Outer Space: The Game mira no fãs de jogos de sobrevivência assimétrica

Killer Klowns from Outer Space: The Game chega em acesso antecipado com uma premissa bem simples, mas, ao mesmo tempo, difícil. Inspirado no filme de terror de 1988 de mesmo nome — no Brasil conhecido como Palhaços Assassinos —, o título busca conquistar o público que gosta do gênero de terror de sobrevivência assimétrico (jogos no mesmo estilo de Dead By Daylight).

Como o título bem sugere, Killer Klowns from Outer Space usa o filme para tentar fisgar os fãs desse estilo de jogabilidade usando uma premissa que encaixa muito bem no âmbito do terror: palhaços assassinos de outro planeta. Contudo, após jogar várias partidas do game desenvolvido pelos estúdios IllFonic e Teravision Games, o sentimento que fica é de que já vimos esse filme antes — e não, não estou falando da película feita pelos irmãos Chiodo.

Nas mãos do palhaço

Assim como no filme, os palhaços assassinos estão aterrorizando a região de Crescent Cove, e cabe a um grupo de sete sobreviventes fugir e tentar evitar que os palhaços consigam realizar seu plano maligno. O jogador pode assumir o papel de um dos palhaços ou escolher um dos humanos. Entre os antagonistas espaciais selecionáveis estão Spikey, Jumbo, Chubby, Shorty e Rudy. Já na parte humana, pode-se escolher entre adolescentes, policiais, punks, motoqueiros ou rednecks.

Killer Klowns from Outer Space

Com 3 palhaços e 7 humanos na jogada, cabe ao grupo de sobreviventes sair por aí tentando evitar os planos dos assassinos, além de criar um plano de fuga antes de sofrer com a destruição do local. Os jogadores também precisam consertar itens, entrar em bunkers e tentar escapar dos palhaços. Em contrapartida, as movimentações pelo mapa acabam criando focos de som que os palhaços podem usar para se guiar pelo mapa e encontrar os sobreviventes, que precisam se esconder, ou sair correndo enquanto desviam dos raios de algodão-doce.

O objetivo dos palhaços é capturar os humanos e colocá-los em um casulo de algodão-doce, e isso pode ser feito de várias formas: encontrando os casulos vazios no mapa ou usando a arma para transformar os sobreviventes. Além disso, também é possível utilizar uma gama de habilidades como saltar pelo mapa, aumentar o dano e a vida, ou até mesmo criar pequenos palhaços que alertam os assassinos e complicam a vida dos sobreviventes nesse processo.

Aqui, talvez chegue a principal crítica ao jogo: existem muitas similaridades com Dead By Daylight, e talvez esse seja o motivo de que pode afastar muitas pessoas de comprarem Killer Klowns from Outer Space. Não sou o maior fã do gênero, devo admitir. Por isso, não senti muita diferença entre os jogos. Talvez uma coisa aqui e ali que possa ter mudado, mas as mecânicas de como consertar itens ou de se esconder são bem similares.

Killer Klowns from Outer Space

No quesito da jogabilidade, a principal diferença talvez seja a possibilidade de matar os palhaços — que podem ressurgir depois de um tempo —, e também utilizar a arma de algodão-doce para criar barreiras que impedem os sobreviventes de chegar em certos lugares. Humanos também podem ser ressuscitados, o que ajuda a não ficar aquele tédio na hora que o jogador morre e fica esperando os amigos terminarem a partida, além de aumentar a dificuldade para os palhaços, que vão precisar ter uma maior coordenação na hora de fazer os objetivos.

Cada humano possui habilidades diferentes que vão sendo desbloqueadas conforme o jogador sobe de nível, podendo personalizar ao máximo o personagem escolhido. Isso vale também para os palhaços, que podem ficar da forma aterrorizante que o jogador desejar. De forma geral, me diverti bastante em algumas partidas mesmo não sendo um grande entusiasta desse estilo de título de terror, e creio que os fãs do gênero poderão aproveitar bem mais.

Customização honesta e justa

Algo que precisamos destacar, já que isso infelizmente virou um ponto positivo para os jogos atuais, é que todos os itens cosméticos são desbloqueados conforme o jogador avança de nível. Com isso, os jogadores conseguem desbloquear habilidades, itens para customização, e tudo pode ser adquirido ao progredir nas partidas, o que recompensa aqueles que não querem gastar para ter uma roupinha nova.

Killer Klowns from Outer Space

Infelizmente, para um jogo live as service, esse tipo de situação é uma raridade. Não sabemos até quando título deve se manter assim, mas pelo menos nesse âmbito, existe uma boa notícia para aqueles que não querem gastar além do preço do jogo para conseguir se divertir e ter alguma identidade na hora da jogatina. Com a possibilidade de customizar ao máximo o seu personagem, a premissa fica interessante e pode ajudar o fator da jogabilidade, utilizando novas formas de enfrentar os problemas, sem ficar tão repetitivo na hora de entrar nas partidas.

Muitas similaridades para se destacar

Acho que talvez o principal problema de Killer Klowns from Outer Space, é que o título entra em um fator muito complicado, e que talvez possa ser remediado durante o acesso antecipado com mais modos de jogo e algo que diferencie o título do sucesso comercial que é Dead By Daylight.

O gênero de terror de sobrevivência acabou se tornando extremamente marcado pelo que o jogo da Behaviour Interactive conseguiu fazer ao captar um público e criar uma comunidade gigante em torno de jovens fugindo de assassinos, mas ao ponto que parece que agora, todo título de terror terá que tentar copiar a fórmula.

Killer Klowns from Outer Space

Por mais que a premissa do filme de 1988 seja extremamente divertida — e acredite, eu até me diverti em alguns momentos jogando —, é preciso de um algo a mais para conseguir se manter como um concorrente forte para Dead By Daylight, ou simplesmente captar uma parcela do público que já está saturada com o que o título da Behaviour tem para oferecer.

Com mecânicas muito parecidas, principalmente nas tarefas dos sobreviventes, o jogo acumula semelhanças que o tornam difícil de separar de Dead By Daylight na prateleira. Com isso, Killer Klowns from Outer Space: The Game fica apenas parecendo um “irmão perdido” do gênero, sem grandes inovações — pelo menos nesse período inicial de lançamento.

Leia mais

Com uma propriedade intelectual tão inusitada e criativa, é um pouco triste que Killer Klowns from Outer Space tenha se limitado a ser mais um título de sobrevivência assimétrico de terror. O que não falta são tentativas — e muitos fracassos — de se igualar a Dead By Daylight, e eu até torço que o jogo dos Palhaços Assassinos consiga se manter tempo o bastante para vermos se ele consegue se desprender da fórmula e entregar algo novo.

Killer Klowns from Outer Space
Killer Klowns from Outer Space: The Game chega em acesso antecipado na terça-feira (28) para quem adquiriu o jogo em pré-venda, e em 4 de junho para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S. A análise foi feita por meio de uma cópia antecipada de Steam disponibilizada pela IllFonic Publishing.


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