Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

Sim, a Liga da Justiça morre no jogo do Esquadrão Suicida, quem diria?

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça tem causado revolta nos fãs da Rocksteady

Esquadrão Suicida

Jogo do Esquadrão Suicida, que promete matar a Liga da Justiça, cumpre com o planejado e choca fãs

Existem certas coisas que acontecem na internet, que parecem brincadeiras, ou só uma piada de péssimo gosto ao nível do Coringa tentando matar o Batman enquanto faz uma gracinha fora de tom. A raiva da galera agora, é que Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, olha só, mata os maiores heróis da DC.

Não só isso, alguns fãs estão começando a bradar que o jogo segue uma agenda “woke” e é um desrespeito com o Batman, por exemplo. Entusiastas da franquia Arkham começaram a pedir pela demissão dos desenvolvedores do novo título da Rocksteady em resposta a situação.

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Parem de limitar as histórias por preciosismo tolo

Por mais que eu ache tudo em torno do jogo do Esquadrão Suicida, bem mediano, não posso negar que gostei muito do conceito de matar realmente a Liga da Justiça. Conhecendo o mundo dos quadrinhos e como isso funciona, poderia muito bem existir uma forma de voltar no tempo, reverter o controle do Brainiac, qualquer coisa.

O que mais tem nos quadrinhos são reviravoltas para manter o status quo do universo, e quando as coisas começam a desandar após anos e anos de mudanças de roteiristas e ilustradores, uma grande saga culmina e um reboot dos personagens. Aqui, a Rocksteady pelo menos bateu e pé e eliminou realmente os maiores heróis da terra.

Esquadrão Suicida

Por mais que eu adore o universo DC e esses heróis, finalmente alguém teve coragem de dar um fim neles, e não fingir que todos estavam mortos, e trazê-los de volta com alguma conveniência de roteiro, ou com o Flash voltando no tempo e impedindo o Brainiac de controlar todos.

Até o momento, como não joguei o título, me parece que a Liga da Justiça foi realmente derrotada, e isso parece ter despertado um ódio primordial em algumas pessoas, principalmente pelo fato do Esquadrão Suicida não ser lá um bando de vilões mega poderosos.

Esquadrão Suicida

Contudo, não é a primeira vez que os quadrinhos fazem algo do tipo. Toda a história do plano de contenção do Batman para acabar com a Liga da Justiça, também funciona em torno da conveniência de roteiro, já que se formos trazer realidade para esse mundo lúdico, ele não duraria dois segundos contra o Superman.

Limitar uma história, mesmo que ela possa ser ruim, em prol de algum preciosismo bobo, como querer realismo em uma história sobre personagens de quadrinhos, é desnecessário. Mesmo que no fim o resultado seja mediano, que, ao menos, deixem a trama se desenrolar sem podar os autores.

O final problemático do Batman do universo Arkham

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça se passa no mesmo universo da franquia Arkham, e isso parece ter despertado uma nova camada de revolta nos fãs, principalmente com a fatídica cena onde a Arlequina acaba matando o Homem-Morcego.

A cena deu as voltas nas redes sociais antes do lançamento do jogo, e agora com ela completa, as pessoas estão chorando de ódio pelo fato do Homem-Morcego ter sido morto pela Arlequina, após ser derrotado pelo grupo de vilões.

Entendo que muito dessa revolta venha pelo fato de Kevin Conroy, a voz principal do Homem-Morcego em animações e cinema, ter falecido em novembro de 2022, e essa é uma das últimas atuações dele no papel que definiu sua carreira.

Muito do que consumi de Batman, principalmente ao longo da minha adolescência, a voz dele estava lá. Quando eu leio os quadrinhos, o Homem-Morcego É Kevin Conroy. Batman é um dos meus personagens preferidos em todas as mídias, e mesmo assim, não consigo entender essa revolta com uma versão do personagem.

Todas as outras versões da magistral atuação de Kevin Conroy, estão lá. A frase clássica de falar que é a noite, que é a vingança, que ajudou a definir a animação dos anos 90 e muito do que veio do personagem depois, continua lá, intacta. Está tudo bem em não gostar do final do personagem, mas não da forma como as redes sociais têm levado isso para um movimento muito problemático.

Eu não vou nem entrar no fato da galera sendo preconceituosa, falando que “aviadaram o Batman”, porque essa é só mais uma prova que os tais fãs apaixonados e acalorados, que urgem para salvar a memória do ator, não conhecem metade da persona.

Esquadrão Suicida

Conroy era casado com Vaughn C. Williams, e em 2022, escreveu como parte da antologia da DC Pride, uma história sobre os problemas que ele sofreu como um ator gay no começo da carreira, e como surgiu sua versão do Batman, tão icônica e celebrada.

Falar esse tipo de coisa, além de ser preconceito — e crime —, é o real desrespeito ao legado de Kevin Conroy, como pessoa, como ator e pelas décadas de atuação como Homem-Morcego. Não é a morte fria e cruel que o Batman sofre em Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, o real desrespeito com ele. E sim, o preconceito disfarçado em forma de defesa.

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Indo pelo lado do personagem, essa morte faz muito sentido com o Batman do universo Arkham, e não é nem preciso pensar muito. A Arlequina sempre teve uma relação conturbada com Bruce ao longo da trama dos jogos, e com a morte do Coringa, uma hora isso iria acontecer.

Não só isso, mas o próprio olhar da personagem fala bem mais do que o discurso dela querendo jogar a culpa em Bruce Wayne dos problemas da cidade. Esse é um discurso já batido de quem gosta de criticar o personagem, mas o sentimento real da Arlequina está no silêncio ao matar o herói de Gotham.

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

Não tem uma risada dela, um olhar maligno e cruel. Ela não sai toda boba rindo e se divertindo que matou o Homem-Morcego, e parece que é preciso explicar mais uma vez, as nuances de uma cena para as pessoas, que no ódio, não conseguem interpretar ou ler situações.

Ali, não é mais o Bruce Wayne que os fãs conhecem, e sim uma versão corrompida do Homem-Morcego. Por mais que ele continue soando como o Batman que conhecemos na franquia Arkham, ele já cumpriu sua parte, e não está mais ali.

Seja pelo olhar no rosto do Homem-Morcego, encarando a Arlequina nos momentos finais, ou a cara impassível da Palhaça do Crime, dá para ver que ela não está se divertindo com a situação, ou tentando desrespeitar o legado do Batman.

Como ela mesmo fala, o “Batman verdadeiro” iria querer isso. Em que universo vocês vivem, onde um personagem que tem na construção dele, o sacrifício, a morte pelo dever, o senso de justiça, a punição para todos, não se sacrificaria ao descobrir que está corrompido e essa é a única forma de salvar todos?

A bobeira da “cultura woke”

Eu nem queria falar sobre isso, mas precisamos falar sobre isso. Uma parte da comunidade está revoltada com o fato da morte do Batman, e uma parede pintada com um arco-íris, estaria destruindo tudo o que eles têm de boas memórias.

O que mais me pega nessa publicação, além da reação extrema a uma cena de um jogo de videogame que a pessoa pode muito bem não jogar, é colocar desenvolvedores, especificamente, três mulheres e um homem negro, que não tem nada a ver com o roteiro do jogo, como supostos culpados da situação.

É tragicômico, ver como essa galera realmente acha que agir para ter mais igualdade no mundo, é um ato criminoso contra eles. O que deixa tudo mais tosco, é o fato dessa galera se intitular “anti-mimimi”, e serem os que mais choram na internet por esse tipo de coisa.

Se as críticas ao jogo do Esquadrão Suicida fossem ao fato de ser um jogo como serviço, microtransações, e tudo o que tem de errado atualmente com a indústria, dá para entender. Mas criticar uma empresa por comemorar o Dia da Visibilidade Trans ou o Dia Internacional da Mulher, é triste, problemático, e diz muito sobre de que lado essa galera está.

Essa baboseira de falar que está tentando defender o universo Arkham, o Batman, a Liga da Justiça, tudo isso é uma completa balela para justificar a enxurrada de preconceitos que essa galera quer perpetuar, e continuar podendo vomitar isso na goela de todos, sem ser julgado pelo o que são: pessoas preconceituosas.

Não é a primeira e nem a última vez que um estúdio, ou um jogo, por ter o mínimo de representatividade, vai ser criticado por essa turma. No entanto, é o nosso dever se sempre mostrar o quão tosca é essa atitude, e tratar pelo que é: um monte de marmanjo birrento achando que são os Paladinos defensores dos bons costumes.

Como assim, um jogo com o nome Mate a Liga da Justiça, MATA a Liga da Justiça?

Então, galera, essa parte aqui é meio que óbvia, não? Estava mais do que na cara, quando está no título do jogo, que a Liga da Justiça seria derrotada. Nesse caso, morta. Não era nenhuma surpresa, não foi nada escondido, estava tudo ali bem explícito para todos verem.

Acredite, de todos os problemas que esse jogo parece ter, não imaginei que seria com isso que a galeria estaria implicando mais durante o lançamento. É como ver o Titanic afundando no filme, e ficar revoltado que o barco é destruído.

Parece que é só mais uma forma da galera querer criticar o jogo, e pegam justamente a parte mais boba de toda a história, para fazer isso. Existem décadas de outras mídias contando situações parecidas, inclusive, tanto na Marvel quanto na DC.

Torre de Babel, Hulk contra o Mundo, Justiceiro Massacra o Universo Marvel, existe uma série de histórias que narram esse tipo de coisa. Sempre vai ter um quadrinho, um filme, alguma mídia, em que o universo inteiro será derrotado por alguém. Dessa vez, aconteceu em um videogame.

E caso não goste de Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, desgoste pelos motivos certos. Pelas microtransações, o conceito de estar online sempre, sistemas de níveis, Passe de Batalha, tudo o que criticamos na indústria e que está lá.

Criticar o jogo que se chama Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, por cumprir o prometido, parece ser tão bobo quanto ler o quadrinho A Morte do Superman, e ficar revoltado que ele morre no final. Não faz sentido, e fica meio vergonhoso.

Gostando do jogo ou não, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça está em acesso antecipado, e chega oficialmente em 2 de fevereiro, no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.


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