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VALORANT: “A gente fez disso um caminho natural”, diz general manager da Liquid sobre time inclusivo
Valorant
Foto: reprodução/Team Liquid

VALORANT: "A gente fez disso um caminho natural", diz general manager da Liquid sobre time inclusivo

A redação da Game Arena entrevistou Rafael Queiroz -- general manager da Team Liquid Brazil -- sobre o nascimento e evolução da organização no país. O profissional falou sobre como o investimento no cenário inclusivo de VALORANT tem se mostrado um fator importante nesse desenvolvimento.

Siouxsie Rigueiras •
28/11/2023 às 13h42, atualizado há um ano
Tempo de leitura: 7 minutos

A redação da Game Arena entrevistou Rafael Queiroz — general manager da Team Liquid Brazil — sobre o nascimento e evolução da organização no país. O profissional falou sobre como o investimento no cenário inclusivo de VALORANT tem se mostrado um fator importante nesse desenvolvimento.

Em clima de comemoração aos cinco anos da chegada da cavalaria à nação tupiquinim, o que se mais tem é motivo para celebrar.

Além de títulos e presença em competitivos como Rainbow Six, a equipe inclusiva estréia nesta terça-feira (28), em seu segundo mundial do jogo da Riot Games, o VCT Game Changers Championship (VALORANT Champions Tour).

Foto: Reprodução/Riot Games

Para o profissional, a “diversidade e inclusão” faz parte dos “valores como organização” do time, mas, Rafael não venda os olhos para as dificuldades que o cenário transpassa em duras bolhas que refletem a sociedade brasileira atual.

“É claro que são coisas [diversidade e inclusão] que a gente gostaria que fossem mais rápidas para cada vez se tornar cada vez mais comum, mais normal, mas infelizmente a gente tem o cenário que culturalmente era majoriariamente masculino e todos os problemas que isso envolve.”

“Mas a gente entende que a gente tem uma posição importante no cenário — que obviamente a gente tá apoiando um time inclusivo — que por ironia do destino é feito só de meninas, mas que poderia ter qualquer outro tipo de gênero dentro da equipe.”

“A a gente não vê nenhum problema nisso porque o cenário foi criado para justamente dar espaço e mostrar que não existe diferença; eu acho que isso é um grande ponto de diferença; eu digo de competitivo”, diz.

“Dar a mesma estrutura”

Há seis anos representando a Liquid no Brasil, o general manager contou os pormenores de fechar contrato com a equipe que hoje representa a bandeira verde e amarela no campeonato mais importante do VALORANT inclusivo.

A gente brinca que quando fomos contratar o time das meninas, elas falaram assim: a gente não quer ser chamada de Team Liquid Pink, Team Liquid Feminino e tal.'”

“Eu falei ‘não, vocês vão ser Team Liquid VALORANT Brasil. A gente quer dar a mesma estrutura que a gente dá para todos os times para que vocês consigam calcar o cenário e obviamente competir nas maiores competições, na franquia, nos mundiais e etc…'”

Foto: Reprodução/ Riot Games – Cesar Galeão e Dayane Cruz

“E a gente sabe que com o caminho a tendência é que isso comece a acontecer, as portas vão se abrindo mais e a gente começa ter equipes femininas, com gêneros não binários, por exemplo.”

“Inclusive, que é uma polêmica que eu sei que surge e tudo mais, e acaba que a gente fez disso um caminho natural” comenta.

E não é que deu certo? Porém, vai além do tetracampeonato que elenco conquistou em 2023. Rafael também conversou com a redação sobre pontos necessários na hora de trabalhar como organização e ser referência no competitivo.

Posicionamento como parte do trabalho de uma organização

Relembrando o episódio que deveria ser um motivo de comemoração — em que a Team Liquid foi campeã em cima da LOUD pela segunda etapa do VCT Game Changers Brazil 2023 e que a verdinha sofreu transfobia por parte da comunidade, o profissional pontuou que uma organização também deve se posicionar em momentos cruciais para que o público e cenário se tornam um lugar cada vez melhor.

“Quando a gente se posiciona é porque a gente sabe que as pessoas podem ser muito cruéis atrás do teclado e falar muito coisa, tem muita desinformação.”

“Então a gente tenta pelo menos utilizar o espaço que a gente tem para tentar trazer um pouco mais de consciência. Até mesmo trazer um pouco mais de coisas positivas e tudo mais porque, acho que, no fim, esse é um dos papéis que a gente tem, sabe?

A gente sempre vai se posicionar principalmente quando a gente tá envolvido. Querendo ou não aconteceu que a gente tava ali jogando uma grande final que poderia ser muito mais legal se a gente tivesse debatido.”

“Poxa… pegou 75 mil pessoas de pico, foi uma partida super legal, um jogo super acirrado, enfim… enaltecer a competição em si porque a gente tem que discutir as vezes porque o que acaba acontecendo até machuca algumas pessoas e não era para ser assim”, explica.

A Team Liquid é a única representante brasileira do mundial de VALORANT, que em 2023, acontece na selva de pedra mais amada e odiada do país: São Paulo.

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Considerado o elenco favorito ao título, a line-up está reformulada em comparação com o último VCT Game Changers Championship e vem com força para a conquista do campeonato mais importante da modalidade da Riot Games.


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