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VALORANT: “O futuro vai ser louco”, diz spacca sobre times brasileiros

Em segunda parte da exclusiva, spacca analisou times brasileiros no VCT Américas e projetou futuro nebuloso

Thulio Bastos •
30/05/2024 às 18h30, atualizado há 2 meses

O analista e ex-jogador profissional de Counter-Strike 2, Guilherme ‘spacca’ Spacca, falou com exclusividade a Game Arena sobre a temporada 2024 dos times brasileiros no VALORANT. Após trazer detalhes sobre a LOUD, o analista deu sua opinião sobre FURIA e MIBR.

Após as equipes terminarem com quatro derrotas cada no VCT Américas 2024, spacca deu sua opinião sobre o projeto de VALORANT das duas organizações. Para ele, os times simplesmente não deram certo, algo muito diferente do que aconteceu com a LOUD, por exemplo.

Primeiro, falar de MIBR e FURIA, que para eles, foi mais do que meta, mais do que agente, mais do que conforto, o time não funcionou. As peças não funcionaram, não teve o entrosamento necessário, a evolução, quando você monta um time, geralmente você monta não pensando no que ele é, pensando no que ele vai ser. Dentro da expectativa de evolução de MIBR e FURIA, imagino que eles não imaginavam que a evolução seria tão abaixo do que era esperado. Para mim, MIBR e FURIA montaram elencos que não tinham uma sinergia muito boa, não conseguiram evoluir nesse período estando nos Estados Unidos. Acontece com inúmeras equipes no mundo todo, montam projetos e não funciona.” – disse.

Ainda abordando o tema, spacca crê que faltou um star player para as equipes e que MIBR e FURIA tiveram suas particularidades, uma com uma manutenção de lineup e a outra trazendo mudanças após um começo ruim, mas ambas com o mesmo resultado final.

Você pode colocar a parte individual de alguns jogadores abaixo, uma curva de evolução muito abaixo de jogadores que estavam lá fora jogando ranqueada o tempo todo. Falta de um star player, a montagem não foi das melhores. A gente falava de uma mudança mais drástica no MIBR, principalmente pelo que aconteceu, da FURIA, de tentar trazer jogadores mais estabelecidos, eles fizeram mudanças. O início da FURIA foi bom nos off-seasons, mas depois no Américas, no Kickoff, teve o problema do Koy, depois o Liazzi saiu, aí o time desandou.” – afirmou.

Sobre a expectativa de spacca para a sequência do ano, spacca foi perguntado se ele acredita que o Brasil continuará vencedor no VALORANT, assim como foi nas duas temporadas. Ele revela que vem se preparando para um período de ostracismo no FPS da Riot Games. 

É muito difícil essa resposta, eu brinco na minha live que, quando os brasileiros perdem, eu viro para o chat e falo assim: “Vocês estão preparados para ficar dois anos sem vencer nada?” Porque eu estou. Já vim de outro cenário, que no CS a gente ficou muito tempo, após SK, mesmo a FURIA, Às vezes os times são momentos. Você pega o individual dos jogadores, junção do time, e você tem um time que vai se manter no topo por muitos anos. Por exemplo, a LOUD, se manteve no topo em 22, 23. Mas agora a gente tá vendo o início de uma oscilação, que é não viajar para jogar um campeonato internacional, é a primeira vez na história, mas não acho que é o fim do cenário.” – revelou.

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Futuro do VALORANT brasileiro

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Foto: divulgação/Riot Games.

Olhando para frente, spacca não é otimista com o que pode se tornar a nossa comunidade brasileira de VALORANT, em especial os times profissionais. Ele afirma que FURIA e MIBR precisam construir uma base para seus times, como a LOUD fez, mas que não conta com resultados imediatos pelo começo de temporada desastroso.

Em relação à projeção o cenário brasileiro, acho que a gente vai ter, nesses próximos meses, uma busca incansável em bases de time. Tanto MIBR quanto FURIA, os dois times precisam encontrar as suas bases, porque se você não fizer isso, não tiver três jogadores que sejam base… Enquanto os times não encontrarem isso, vai ficar muito difícil. MIBR e FURIA hoje não tem essa base, vão precisar achar. A LOUD já tem, com o saadhak, Less, Cauã, STK está já desde o ano passado… Você consegue enxergar uma base na LOUD. Para mim, essa resposta fica muito mais em cima do que FURIA e MIBR vão fazer, para daqui a alguns meses, vamos falar que estamos em caminho bom. Falando de hoje, a gente vai ter muita dificuldade ainda no cenário, até pelos resultados do primeiro split, para o segundo ficar bem difícil por conta da pontuação de circuito.” – analisou.

Voltando a falar de expectativas, spacca diz que a comunidade precisa começar a pensar na possibilidade de não termos nenhum representante no VALORANT Champions no fim do ano e que as organizações brasileiras terão que investir mais para uma mudança de postura no competitivo do país.

Minha expectativa é imaginar que a gente possa ter mais times, e quero muito que a gente tenha mais um time ao nível competitivo internacional. Desde o surgimento do cenário, apenas um time brasileiro esteve como favorito, nenhum outro a gente teve essa condição. Mas me preparo para que, esse ano, a gente não tenha nenhum time brasileiro indo jogar o Champions, fazendo um ano absurdo, pode acontecer, talvez, uma seca de eventos. Até as próprias organizações, se você não tem hoje um time sólido ao ponto de estar preparado internacionalmente, você tem que buscar. As organizações brasileiras não têm o costume de ficar pagando buyout de 100, 200 mil dólares, muito raro de acontecer, até mesmo no CS. No VALORANT, historicamente, a gente não tem isso. Acho muito difícil que tanto o LOUDE, como FURIA e MIBR, nos próximos 2 anos, façam investimentos absurdos para trazer jogadores muito bem estabelecidos no cenário internacional, para ajudar a evolução, vai ficar na base de jogadores mesmo.” – afirmou.

Finalizando, spacca acredita que o futuro será difícil, que perdemos nossos dois melhores jogadores (aspas e Sacy) e se perguntou diversas vezes, ao lado de seu parceiro de transmissão, se realmente somos tão ruins no VALORANT como foi nesse começo de 2024.

O futuro vai ser louco. A gente tá sem o aspas, sem o Sacy. Olha o vídeo da eliminação da Sentinels para EG, a postura do Sacy pós-derrota. É esse cara que eu queria ver no time brasileiro. É um cara que não perde a classe, um cara que cobra na derrota, que tá insatisfeito. Deve ter jogadores insatisfeitos com derrota, mas será que estão tão insatisfeitos mesmo? Talvez eu seja saudosista, arcaico nesse aspecto. Ou os jogadores de hoje encarem a derrota como um dia após o outro… Mas sinto falta dessa gana. Teve dia eu e o xrm chegava em casa, a gente se olhava e falava: “Será que a gente é tão horroroso mesmo?” Não é possível.” – concluiu.

Na terceira e última parte da entrevista, spacca contará detalhes de suas experiências profissionais e pessoais ao longo de sua longa carreira no Counter-Strike e agora no VALORANT.


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