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Embracer Group cancela novo Deus Ex e demite funcionários

Embracer Group cancelou novo Deus Ex que estava em desenvolvimento há dois anos

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Embracer Group cancela novo Deus Ex que estava em desenvolvimento

Segundo informações reveladas pelo jornalista Jason Schreier do Bloomberg nesta segunda-feira (29), a empresa Embracer Group cancelou um novo Deus Ex que estava há dois anos em desenvolvimento. Além disso, funcionários serão demitidos, segundo o grupo, como parte “de uma iniciativa contínua para cortar custos”.

A Eidos, estúdio por trás do jogo, vai focar a partir de agora em uma nova franquia. O projeto cancelado, que não havia sido anunciado ainda, estava programado para entrar em produção ainda esse ano, segundo fontes que precisaram manter o anonimato, pois não estão autorizadas a falar com a imprensa.

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Até o momento, a Embracer Group não se posicionou sobre o assunto. Em 2020, durante a pandemia, a empresa adquiriu uma série de estúdios, incluindo a Gearbox Software, Crystal Dynamics, a própria Eidos-Montreal e a Square-Enix Montreal.

No entanto, a empresa revelou os planos de fechar alguns estúdios e cancelar vários projetos em junho de 2023, após as ações da empresa terem despencado 40% em maio. Na época, a empresa havia dito que uma parceria de US$ 2 bilhões não iria acontecer, como haviam planejado.

Desde então, a empresa tem realizado uma série de reestruturações internas, focando em tornar a empresa mais focada e autossuficiente. A situação toda deixa um alerta vermelho enorme na indústria, principalmente com a recente leva de desligamentos que 2024 já trouxe, em tão pouco tempo.

O tal boom da pandemia seria um motivo?

Os números de boa parte da indústria do entretenimento tiveram um aumento exponencial devido à pandemia. Com as pessoas em casa durante um longo período, o consumo de jogos, filmes e séries aumento de forma drástica. No entanto, parece que muitas empresas fizeram apostas além do que deveriam.

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Por mais que os números tivessem aumentado, era claro que era uma situação inflacionada. Segundo números da MIDiA Reserach, o aumento no consumo de jogos cresceu em 30%, o que provavelmente fez com que alguns executivos ficassem com os olhos brilhando em forma de máquinas de caça-níquel.

Durante justamente esse período, a Embracer Group se manteve ativa no mercado, comprando mais de 50 estúdios, seja por aquisições de empresas completas, ou somente compras separadas, como a Eidos e a Crystal Dynamics.

Dessa forma, fica parecendo que a Embracer Group se empolgou com a crescente, e foi as compras sem entender se seria possível manter esse aumento de interesse na indústria. Mais uma vez, parece que os desenvolvedores são quem pagam o preço pela ganância corporativa.

Não é só a Embracer Group

Recentemente, tivemos o caso da Microsoft demitindo cerca de 1900 funcionários, incluindo cargos que a empresa considerou “redundantes” na Activision Blizzard. No entanto, como foi revelado no decorrer da situação, cerca de 40% do estúdio responsável pelos remakes de Crash e Spyro, foram demitidos.

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Isso, sem contar demissões na Twitch, Discord, Unity, Riot Games e por aí vai. São várias equipe afetas, várias pessoas demitidas, tudo em prol de manter o lucro da empresa e segundo os comunicados, que parecem ser um padrão, “garantir mais foco e um sistema sustentável”.

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No caso da Riot Games, foram 530 pessoas, além da diminuição do programa da Riot Forge, que serviria para expandir o universo do League of Legends, além da redução na equipe que trabalha no jogo de cartas Legends of Runeterra.

Até momento, como não sabemos a dimensão de quantas pessoas foram demitidas pela Embracer Group, são 5,959 pessoas demitidas, ou em processo de desligamento, em 2024. É um número preocupante, visto que estamos chegando próximo do total de 2023.

Ao todo, 10,500 pessoas foram demitidas em 2023, e agora esse número parece que está próximo de ser batido, infelizmente. Esse é um momento completamente nebuloso da indústria, e fica parecendo que cada vez mais, esses números vão aumentar.

A situação poderia ser remediada

Um site criado em 2020 para monitorar os ganhos dos CEOs da indústria de jogos, mostra que Lars Wingefors, chefe da Embracer Group, recebeu na época cerca de US$ 162,293. É um número consideravelmente pequeno, comparado com nomes como Bobby Kotick, ex-CEO da Activision Blizzard, que recebeu US$ 154 milhões na época.

No entanto, com os chefes recebendo valores fora da realidade, fica difícil de defender uma situação onde os desenvolvedores precisam pagar o preço pelos erros de planejamento ou expectativas erradas dos engravatados.

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Recentemente, com as demissões que aconteceram na última semana, algumas pessoas relembraram uma atitude do saudoso Satoru Iwata, lendário presidente da Nintendo que faleceu em 2015. Na época, com o fracasso do Wii e as vendas do 3DS não terem ido conforme a empresa esperada. Pensando em manter os funcionários, Iwata e a diretoria da Big N resolveram cortar parte do salário para manter os empregos.

“Se reduzirmos o número de funcionários para obter melhores resultados financeiros no curto prazo, o moral dos funcionários diminuirá. Sinceramente, duvido que os funcionários que temem ser demitidos consigam desenvolver jogos que possam impressionar pessoas em todo o mundo”.

“Na Nintendo, os funcionários fazem contribuições valiosas em suas respectivas áreas, por isso acredito que demitir um grupo de funcionários não ajudará a fortalecer os negócios da Nintendo no longo prazo”, acrescentou.

Pensando nas palavras do saudoso diretor da Nintendo, fica difícil não pensar que em situações como essa da Embracer Group, se não seria possível tomar uma atitude próxima a de Iwata. No entanto, é complicado pensar que alguém vá ter essa visão atualmente.

É algo fala muito sobre como a indústria está indo, e principalmente, mostra a diferença entre um líder e um dono de uma empresa. São tempos bem complicados para quem trabalha na indústria, e parece que não deve melhorar em breve.

Com informações de: Bloomberg, VGC (12 e 3), Kotaku, Eurogamer , CEO Pay in 2020


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