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CBLOL: até quando vai existir toxicidade no competitivo?

Playoffs do CBLOL 2024 contaram com ofensas ao vivo

CBLOL: até quando vai existir toxicidade no competitivo?

Foto: reprodução/Riot Games

Os casos de toxicidade em jogos online são incontáveis. Desenvolvedoras, pro players, especialistas e até mesmo psicólogos já cansaram de discorrer sobre o assunto, pontuando o quão pesado fica o ambiente das partidas quando alguma atitude tóxica é tomada, mas… aparentemente, ainda é um ponto que precisa ser falado mais algumas — ou muitas? — vezes.

Quantas foram as ocorrências de pessoas que simplesmente pararam de jogar por conta da comunidade que apresenta atitudes tóxicas? Quantos pro players, streamers e criadores de conteúdo já foram banidos por conta disso? E jogadores casuais que recebem diversos alertas sobre o tema diretamente das empresas responsáveis pelos games?

 

Imagem: reprodução/Riot Games

 

No League of Legends (LoL) não poderia ser diferente. O Código de Conduta do League of Legends foi criado há muito tempo atrás e não foi em vão. O documento existe justamente para que a comunidade saiba o que pode ser feito durante a disputa uma partida e o que é considerada uma conduta anti esportiva. Mas o que será que acontece?

A comunidade tem valores, precisa contar com compromisso com a competição — que é basicamente oferecer condições iguais para todos os jogadores e, acima de tudo, entender quais são os comportamentos repudiados pela própria comunidade. Todo mundo que joga LoL sabe que ofender o time ou o oponente não é algo legal, mas muitos seguem com a atitude sem pensar duas vezes.

 

Imagem: reprodução/Riot Games

 

Tudo começa no lobby, com nomes inapropriados ou ofensivos, os próprios abusos de comunicação e até mesmo ameaças que podem começar antes mesmo de uma partida ser iniciada. Estes tempos, estava duo com uma amiga que quis utilizar um pick diferente: nos picks e bans, outro jogador do nosso time simplesmente pickou Ivern e roubou a jungle inteira do nosso caçador, só porque não concordava com a escolha. Eu preciso falar que a gente perdeu? É, acontece, mas não deveria.

Isso que nem falamos das famosas trapaças — o que nunca fez muito sentido para mim uma pessoa usar hack para ganhar um jogo — ou, então, pessoas que entram numa partida simplesmente para fazer o time perder de propósito, como foi o caso do querido “amigo” que falei no último parágrafo.

 

Além do xingamento

Se for parar para pensar, tudo é toxicidade, mas em diferentes níveis, certo? Você pode não sofrer uma ofensa por meio de palavras, mas ações também contam, até porque, são atitudes que sabemos que são repudiadas pela própria Riot Games, que entendeu a comunidade que tem e teve a preocupação de criar um manual explicando que não é legal ser uma pessoa desagardável online. Os casos são tantos, que já viraram tema de pesquisa científica de psicólogos da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Existem consequências, não podemos negar. Ao violar os termos do Código de Conduta, um player pode perder a comunicação com sua equipe, pode ter condições restringidas in game e um acesso restrito de recursos e sistemas em todos os jogos da desenvolvedora; além de também perder recompensas.

E tem o classíco: suspensão temporária ou eterna do jogo. Inclusive, tem muita gente que não acredita que isso realmente aconteça, mas eu conheço pessoas que perderam suas contas para sempre por conta de toxicidade nas filas ranqueadas, deixando de jogar; ou seja, não houve entendimento que o comportamento era errado e, a partir disso, o indivíduo foi disputar partidas em outro game, para ser tóxico com outra comunidade. Mas… se no dia a dia do League of Legends isso acontece, por que não rolaria no competitivo?

 

Reflexo de uma comunidade que precisa melhorar

Imagem: reprodução/Riot Games

 

O Código de Conduta existe porque a Riot Games deseja que o League of Legends seja um ambiente cada vez melhor para os jogadores do game e qualquer pessoa que crie uma conta precis aceitar tais termos — geralmente são aqueles que ninguém lê, mas que são extremamente importantes para a saúde mental da própria comunidade. E por que seria diferente no competitivo?

A comunidade é podre. Eu costumo dizer que nos últimos anos, os jogadores tem melhorado cada vez mais, porém, quando um aparece, é sempre uma situação que praticamente estraga a experiência de jogo. Pensando nisso, em um ambiente competitivo oficial, valendo premiação e classificação, a situação se agrava ainda mais. Quando tudo era mato, acontecia com mais frequência, até o CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) crescer e começar a se estruturar, evoluindo cada vez mais. Porém, é importante lembrar que os pro players são um exemplo para a própria comunidade, que pode muito bem adotar os mesmos comportamentos na soloQ.

Mylon e Ranger são alguns dos exemplos mais clássicos, sendo que, ambos nem disputam mais partidas oficiais. Posteriormente, os dois começaram a fazer transmissões, lidar mais com a própria imagem — que é algo que pro players geralmente não se preocupam tanto, acreditando que só a gameplay importa — e amadurecer, entendendo que as coisas na vida real não são bem assim; reproduzindo comportamentos que realmente são exemplos para tornar a comunidade um lugar mais saudável e um ambiente mais amigável.

 

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Mais um caso: CBLOL 2024

No último final de semana (13), a comunidade e os espectadores do primeiro split do CBLOL 2024 tiveram a prova viva que a toxicidade ainda existe, inclusive no próprio competitivo, que representa o nível mais alto de profissionalização do cenário. Durante uma das partidas entre a RED Canids e a Vivo Keyd Stars, Aegis — caçador da matilha — ofendeu os adversários, com o intuito de os “tiltar” e vencer a partida. O mais legal foi que a RED perdeu a série, afinal… já havia perdido a razão.

Os guerreiros saíram com vitória e SMILEY, atirador do time, gritou como nunca tinha feito antes no stage, algo que chamou a atenção da comunidade. Em entrevista pós game, o jogador profissional contou que Aegis disse “um monte de merda” e que a reação dos berros foi principalmente para ele. Bom… que pena pro Aegis, mas… e aí, até quando vai existir toxicidade no competitivo?


Se você gostou deste conteúdo em texto, veja também nossos vídeos. Neste aqui, entrevistamos a Minerva, da Ilha das Lendas sobre carreira como streamer, o Gayssip da Semana, representatividade e mais, confira:

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