Tênis

Estrelas da nova geração, Sinner e Alcaraz fazem dobradinha no ranking pela 1ª vez

A dupla Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, principais estrelas da nova geração do tênis, ocupam a liderança do ranking da ATP pela 1ª vez

Tenistas Jannik Sinner e Carlos Alcaraz em jogo de Wimbledon 2022

Divulgação/Roland Garros

O tênis masculino tem um novo rei. Na atualização do ranking do ATP desta segunda-feira (10), o italiano Jannik Sinner, de 22 anos, assumiu a liderança do ranking pela 1ª vez na carreira, seguido pelo espanhol Carlos Alcaraz, um ano mais novo. Vistos como as principais estrelas da nova geração do tênis, Sinner e Alcaraz dividem esse top-2 pela 1ª vez na história e a expectativa é que isso ainda se repita muito nos próximos anos.

As boas colocações dos jovens no ranking vieram impulsionadas pelos grandes desempenhos nos primeiros Grand Slams da temporada. Sinner teve um início de ano efusivo e garantiu o título do Australian Open, o 1º GS de sua carreira. Alcaraz conviveu com lesões, mas se recuperou no fim da gira de saibro e garantiu o troféu de Roland Garros, com direito a vitória sobre o italiano na semifinal.

Aquele foi o 1º embate em Grand Slam dos dois nomes que devem polarizar as principais disputas do tênis masculino nos próximos anos. Em quadra, Sinner saiu na frente, mas sofreu a virada no 5º set, em um jogo de alto nível, com parciais 2/6 6/3 3/6 6/4 6/3. Como Novak Djokovic, que ocupava a liderança do ranking, já tinha abandonado o torneio por lesão, o italiano já sabia que seria o líder do ranking nesta semana, independentemente do resultado do jogo.

À parte dos títulos na Austrália e na França, Sinner e Alcaraz vivem temporadas diferentes. O italiano teve um início efusivo na gira de quadra dura, com títulos no ATP 500 de Rotterdam e no Masters 1000 de Miami. No saibro, ele fez semi em Monte Carlo e em Roland Garros, mas teve que abandonar a disputa em Madrid por lesão.

Para o espanhol, as lesões estão fazendo companhia desde o início do ano, com direito a abandono logo na 1ª fase do Rio Open, em fevereiro, e ausência no Masters 1000 de Madrid. Antes da viagem a Paris, seu único título no ano tinha sido no Masters 1000 de Indian Wells. Na gira de saibro, ele chegou à França já há um mês sem jogar, após cair nas quartas de Madrid.

As gerações do tênis

Com esses dois títulos ficando para a jovem dupla Sinner e Alcaraz, o tênis viu os dois primeiros Grand Slams do ano terminando sem títulos do Big 3 (Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic) pela 1ª vez desde 2003, quando Andre Agassi venceu na Austrália e Juan Carlos Ferrero na França. Desde então, apenas Gastón Gaudio (Roland Garros 2004), Marat Safin (Australian Open 2005) e Stan Wawrinka (Australian Open 2014 e Roland Garros 2015) tinham vencido um dos torneios.

Essa mesma geração ainda tem outras grandes promessas, como o estadunidense Ben Shelton, o dinamarquês Holger Rune, o canadense Félix Auger-Aliassime e o argentino Sebastián Baéz, todos entre 21 e 23 anos e já no top-20 do ranking – mas nenhum deles é enxergado pela crítica no mesmo nível ou no mesmo potencial da dupla. Ainda há, porém, tempo para evolução, além de nomes promissores no sub-20, como o brasileiro João Fonseca.

Sinner, Alcaraz e os líderes do ranking da ATP

  • Novak Djokovic (Sérvia) – 428 semanas*
  • Roger Federer (Suíça) – 310 semanas
  • Pete Sampras (EUA) – 286 semanas
  • Ivan Lendl (Rep. Tcheca) – 270 semanas
  • Jimmy Connors (EUA) – 268 semanas
  • Rafael Nadal (Espanha) – 209 semanas*
  • John McEnroe (EUA) – 170 semanas
  • Björn Borg (Suécia) – 109 semanas
  • Andre Agassi (EUA) – 101 semanas
  • Lleyton Hewitt (Austrália) – 80 semanas
  • Stefan Edberg (Suécia) – 72 semanas
  • Jim Courier (EUA) – 58 semanas
  • Gustavo Kuerten (Brasil) – 43 semanas
  • Andy Murray (Reino Unido) – 41 semanas*
  • Ilie Năstase (Romênia) – 40 semanas
  • Carlos Alcaraz (Espanha) – 36 semanas*
  • Mats Wilander (Suécia) – 20 semanas
  • Daniil Medvedev (Rússia) – 16 semanas*
  • Andy Roddick (EUA) – 13 semanas
  • Boris Becker (Alemanha)  -12 semanas
  • Marat Safin (Rússia) – 9 semanas
  • John Newcombe (Austrália) – 8 semanas
  • Juan Carlos Ferrero (Espanha) – 8 semanas
  • Thomas Muster (Áustria) – 6 semanas
  • Marcelo Ríos (Chile) – 6 semanas
  • Yevgeny Kafelnikov (Rússia) – 6 semanas
  • Carlos Moyá (Espanha) – 2 semanas
  • Patrick Rafter (Austrália) – 1 semana
  • Jannik Sinner (Itália) – 1 semana*

LEIA MAIS: Aos 21 anos, Alcaraz tem mais Grand Slams que todos nascidos na década de 1990


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