Tênis

Rafael Nadal se despede de Roland Garros após 14 títulos e 112 vitórias

Espanhol é o maior campeão da história de um único Grand Slam e fez seu último jogo no torneio

Tenista Rafael Nadal com taça do torneio de Roland Garros

Divulgação/Roland Garros

Uma das histórias mais marcantes do esporte chegou ao fim nesta segunda-feira (27). Depois de 14 títulos (em 19 participações), 112 vitórias e apenas quatro derrotas, Rafael Nadal fez o que deve ter sido o seu último jogo no torneio de Roland Garros. A provável despedida, foi na 1ª rodada da edição 2024 do Aberto da França, contra o alemão Alexander Zverev, atual nº 4 do mundo, com parciais de 3/6, 7/6 (5) e 3/6.

Depois do jogo, o tenista fez questão de não cravar que esta foi a sua despedida de Roland Garros, mas confirmou que existe uma grande chance de que ele não retorne mais para disputa no saibro francês. Ainda assim, ele terá mais compromissos na quadra da Philippe Chatrier, para onde ainda retornará nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Assim, apesar das expectativas, não houve homenagens por parte da organização após o jogo.

No saibro francês, o espanhol se consolidou como um dos maiores tenistas da história – o maior, para muitos. Ele venceu mais vezes lá do que qualquer outro tenista em qualquer Grand Slam. Na verdade, apenas Novak DjokovicRoger Federer, os grandes rivais de sua carreira, venceram mais Slams somados que os 14 que Nadal ganhou só na França. Ao todo, ele soma 22 títulos, com outras quatro conquistas no US Open e duas no Australian Open e em Wimbledon.

A história de Rafael Nadal em Roland Garros

A estreia de Nadal em Paris aconteceu em 2005. Ali, ele era visto como um jovem promissor e vinha de títulos no saibro nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, despontando entre os candidatos ao título. A campanha teve vitórias sobre nomes como Richard Gasquet e David Ferrer. Na semifinal, ele superou Roger Federer, então líder do ranking mundial, no 1º confronto entre eles no saibro, no aniversário de 19 anos do espanhol, que se tornaria campeão dois dias depois, contra o argentino Mariano Puerta.

Em 2006, veio o bicampeonato. Nas quartas de final, Nadal venceu o 1º dos seus 59 confrontos contra Novak Djokovic e seguiu avançando até a final, contra Federer. A marca histórica para o espanhol, porém, veio logo na estreia. Na vitória sobre o sueco Robin Söderling, Nadal chegou à 54ª vitória consecutiva em jogos no saibro e quebrou um recorde que já durava algumas décadas. Depois, ele ainda estenderia essa marca até o ano seguinte, com uma sequência de 81 jogos.

2007 e 2008 trouxeram novos títulos para El Toro Miúra. Nas duas campanhas, vitórias sobre Djokovic na semifinal e sobre Federer na decisão. Nessa última, inclusive, ele garantiu o título com um tranquilo 3 sets a 0, com direito a pneu na última parcial. Foi a única vez em todos os 40 confrontos entre os dois que Nadal fez um 6-0 sobre Federer, além de ser o único pneu sofrido pelo suíço em uma final de Grand Slam na carreira.

Além de Nadal, o único tenista a conseguir um tetracampeonato consecutivo no Aberto da França foi o sueco Björn Borg, entre 1978 e 1981. Mas, mesmo chegando como líder do ranking mundial pela 1ª vez, ele não conseguiu confirmar o penta em 2009, caindo ainda nas oitavas de final (4ª fase), contra o mesmo Söderling que tinha vencido três anos antes. Essa foi a 1ª derrota de Rafa na história do torneio, depois de 31 vitórias, com parciais de 2/6, 7/6 (2), 4/6 e 6/7 (2).

Mas se o penta não veio em 2009, ele começou a ser construído no ano seguinte. Na campanha de 2010, Nadal garantiu o título com uma revanche sobre Söderling, resolvendo em três sets. No ano seguinte, novo título com vitórias sobre Djoko e Roger nas duas últimas partidas. Ali, o espanhol igualou Borg como maior campeão da história, com seis títulos, mas ainda ampliaria muito a lista.

Em 2012, Djokovic fez sua estreia em finais de Roland Garros, mas encontrou um Nadal em ótima forma. Na decisão, mais um título para o espanhol. No ano seguinte, a batalha contra o sérvio aconteceu na semi, em um jogo de mais de 4h30, antes da final 100% espanhola contra David Ferrer. Com o título, ele se tornou o 1º tenista na história a ter oito títulos no mesmo Grand Slam, feito que seria repetido por Federer em Wibledon (8) e Djokovic na Austrália (10).

Assim, a estrada estava aberta para o inédito pentacampeonato, que veio em 2014, após superar Andy Murray na semifinal e Djokovic na decisão. Mas, depois de uma sequência de 39 vitórias no torneio, a 2ª derrota de Nadal em Paris seria justamente contra o sérvio, nas quartas de final de 2015, na sua única derrota por três sets em Roland Garros até a eliminação deste ano.

Àquela altura, o espanhol já sofria com lesões há algum tempo e isso acabou o forçando a desistir da disputa antes da 3ª rodada (16 avos de final) em 2016. O retorno, porém, foi com título. Em 2017, veio a 10ª taça, com vitórias sobre Dominic ThiemStan Wawrinka (campeão em 2015) nos últimos jogos. Nos números, aquela foi sua melhor campanha, sem sets perdidos (assim como 2008 e 2010) e apenas 35 games cedidos nos sete jogos.

Depois, novos títulos em 2018 e 2019, ambos sobre Thiem. No último, a semifinal contra Federer foi o último jogo entre eles no saibro e o penúltimo confronto na história dessa, que foi uma das maiores rivalidades da história do esporte. Ele ainda conquistaria mais um tetra em 2020, novamente sobre Djokovic, que conseguiria a revanche na semifinal de 2021. Aquela foi a 3ª derrota de Nadal em 16 anos de Roland Garros, fechando uma sequência de 35 vitórias.

A última taça de Roland Garros para Rafael Nadal veio em 2022, passando por Jordan Thompson, Corentin Moutet, Botic van de Zandschulp, Félix Auger-Aliassime, Novak Djokovic, Alexander Zverev e, na final, Casper Ruud, com direito ao seu último pneu no torneio. Fora das disputas em 2023 por lesão, ele retornou em 2024, para o que deve ser seu ano de despedida, após o jogo final – a 4ª derrota em 116 partidas.

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