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Conheça Alex Poatan, dono do cinturão dos meio-pesados no UFC

Alex Poatan se consolidou com um dos principais nomes do MMA na atualidade

Alex Poatan teve noite inspirada no UFC 303 (Foto: Reprodução)

Alex Poatan teve noite inspirada no UFC 303 (Foto: Reprodução)

Alex Poatan se consolidou com um dos principais nomes do MMA na atualidade

O brilho da noite do UFC 303, no último sábado (29), ficou a cargo do brasileiro Alex Sandro Silva Pereira, o Alex Poatan. Com um nocaute brutal sobre Jiri Prochazka na luta principal do evento, Poatan manteve sob seu domínio o cinturão dos meio-pesados. A revanche foi marcada com apenas duas semanas de antecedência, após a desistência do astro Conor McGregor no embate contra Michael Chandler, em razão de uma lesão no dedo sofrida pelo irlandês. A última luta entre Poatan e Prochazka ocorreu em novembro do ano passado, no UFC 295, com outra vitória do brasileiro por nocaute técnico.

O Game Arena traz, a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a trajetória de Alex Poatan, que segue a passos largos para cravar seu nome entre as lendas do MMA brasileiro e mundial. Você vai conhecer o início do lutador nas artes marciais com o kickboxing, o cartel impecável mantido no MMA, as principais conquistas da carreira e as projeções para o futuro.

Infância difícil e ancestralidade indígena

A caminhada de Alex Sandro Pereira teve início no dia 7 de julho de 1987, na periferia de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde viveu uma infância difícil. Aos 12 anos de idade, precisou abandonar a escola para ajudar no sustento da família. Assumiu diversos trabalhos como ajudante de pedreiro, junto ao seu pai, e faxineiro de uma borracharia na região. A morte do irmão, assassinado aos 17 anos, e as dificuldades financeiras acabaram levando Alex para o caminho do alcoolismo.

Aos 21 anos, buscou nas artes marciais uma saída para a dependência. A primeira experiência com o kickboxing foi com o Mestre Sombra, na sua cidade natal. Pouco tempo depois, viria conhecer o Mestre Belocqua Wera, que daria um novo rumo à sua trajetória. Com o novo mentor, Alex passou a treinar com maior foco no alto rendimento, tendo como horizonte um título mundial. Foi também com Belocqua Wera que “nasceu” Alex Poatan.

O treinador estimulou o novo aluno a saber mais sobre a sua ancestralidade. Ao chegar em casa e questionar os pais, Alex descobriu que seus avós eram indígenas. “Dei o apelido porque ‘Po’ é mão. ‘Atan’ é forte. Então, mão forte. A tradução é essa. Mas a minha ideia era fazer o guerreiro das mãos fortes, colocar assim pra ele, o guerreiro das mãos fortes, que era algo para ele incorporar não só o Poatan, que é mãos de pedra, mas é algo assim que vem de encontro a identidade mesmo”, disse Belocqua em entrevista ao canal ESPN.

A ‘salvação’ encontrada no kickboxing

Com um início considerado tardio no universo dos esportes de combate, Alex Poatan encarou uma série de treinamentos extremos em busca do aprimoramento, chegando a passar mal e chorar em algumas ocasiões. Sob as orientações de Belocqua, encarou exercícios intensos para ganhar resistência, como o calejamento das pernas com bordunas indígenas, um armamento de madeira em formato cilíndrico. 

A estreia no kickboxing de nível mundial ocorreu no evento It’s Showtime, quando foi derrotado pelo holandês Jason Wilnis, sofrendo lesões significativas na perna. De 2012 até 2015, quando migrou para o MMA, acumulou 40 lutas no seu cartel profissional de kickboxing, com 33 vitórias, sendo 21 deles por nocaute, e apenas 7 derrotas, com 2 por nocaute. No WGP Kickboxing, foi campeão do meio-médio (2015), enquanto no Glory foi campeão duplo no peso-médio (2017) e meio-pesado (2021).

Cartel vitorioso no MMA

A primeira luta profissional de Alex Poatan como no MMA aconteceu no dia 24 de outubro de 2015, quando foi derrotado pelo conterrâneo Quemuel Ottoni no Jungle Fight 82, com uma finalização através de um mata-leão. Aquela seria a primeira de apenas duas derrotas ao longo de 13 lutas até o momento. A segunda queda aconteceu em no dia 8 de abril de 2023, quando foi nocauteado pelo nigeriano Israel Adesanya no UFC 287.

As 11 vitórias da carreira foram conquistadas sobre Marcelo Cruz, em janeiro de 2016, com nocaute por soco no Jungle Fight 85; Marcus Vinicius Tatu, em maio de 2016, com nocaute técnico no Jungle Fight 87; sobre Thomas Powell, em 2020, com nocaute por soco no LFA 95; Andreas Michailidis, em 2021, com nocaute técnico no UFC 268. Bruno Silva, em março de 2022, por decisão no UFC Fight Night 203; Sean Strickland, em julho de 2022, com nocaute por soco no UFC 276; Israel Adesanya, em novembro de 2022, com nocaute técnico no UFC 281; Jan Blachowicz, em julho de 2023, por decisão no UFC 291; Jiri Prochazka, em novembro de 2023 e junho de 2024, por nocaute técnico nos UFCs 295 e 303; e Jamahal Hill, em abril de 2024, com nocaute por soco no UFC 300.

Projeções para o futuro

Consolidado como um dos principais nomes entre os meio-pesados, com dois cinturões da categoria, além do cinturão dos médios, o desejo de Alex Poatan é migrar para a categoria dos pesados. O próprio lutador já manifestou a vontade em entrevista durante o UFC 300, em abril deste ano, logo após a vitória por nocaute sobre Jamahal Hill. Porém, Dana White, manda-chuva do UFC, foi cauteloso ao tratar da possibilidade. 

“Não é que não estou empolgado com isso. O cara era um peso médio que subiu para o meio-pesado. Ele fez algumas lutas, defendeu seu título. Mas não é como se ele estivesse na categoria há dois anos, varrendo e ganhando de todo mundo, sem ninguém mais para lutar. Quando você vê esses caras no octógono, eles são uns monstros, são grandes. Mas eles parecem bem nos meio-pesados. É um nível completamente diferente no peso pesado”, afirmou em entrevista neste sábado (29), após a vitória de Poatan.


Assista também nossos vídeos. Nesta edição do Raio-X, nossos comentaristas Celso Ishigami, Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli analisam os principais destaques da vitória do Brasil sobre o Paraguai pela Copa América. Assista:

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