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É possível se tornar o Goku na vida real? Personal Trainer explica e dá dicas de treinamento

Em 9 de agosto é celebrado o Goku Day. A data é uma alusão a sonoridade dos dígitos 5/9 do...

Dragon Ball FighterZ jogos de anime

Em 9 de agosto é celebrado o Goku Day. A data é uma alusão a sonoridade dos dígitos 5/9 do dia (mês e dia), onde o 5 é o “GO” e o 9 é pronunciado “KU” na língua japonesa. Assim nasceu uma parte da inusitada homenagem.

Mas o dia vai muito além disso, pois fãs ao redor de todo mundo prestam homenagens diversas ao personagem e toda série Dragon Ball. Infelizmente, 2024 terá um tom de melancolia, já que o lendário criador da franquia, Akira Toriyama, nos deixou em março.

Mas não é hora de deixar a tristeza dominar, pois o Goku Day é uma celebração à alegria de vivermos cada episódio e página de mangá criadas a partir das ideias do gênio Toriyama-sensei.

Leia, assista e jogue. Este é o momento de levantarmos nossas mãos para o céu e enviarmos nossas energias para salvar o planeta com uma poderosa Genki Dama.

Mas talvez seja a hora de uma homenagem um pouco diferente, e é aqui que trazemos uma sugestão interessante inspirada na perseverança e coragem de Goku.

Gravidade aumentada em 100 vezes para treinar como Goku?

Em toda série Dragon Ball, vimos o significativo crescimento de Goku, seja pela idade quanto pelo ganho de força… E MASSA. Afinal, começamos com o pequeno Goku do Dragon Ball Clássico com seus 1,20 metros e 32 quilos.

Na primeira fase do Z, quando ‘morto’ para tentar deter seu irmão Raditz, o saiyajin protagonista cresceu para 1,75 e pesava 68 quilos. Peso este que manteve por boa parte da série (na verdade, faltam informações nos databooks).

Tirando o GT (apesar de morar em nossos corações, não é cânone), seguimos para a Dragon Ball Super, onde somos apresentados para um outro nível de poder e diversos universos com inimigos ainda mais fortes.

Dragon Ball Super

No Super, Goku manteve seu tamanho cravado nos 1,75m. Mas o protagonista ganhou massa, aumentando seu peso para 85 quilos.

Apesar do gigantesco apetite, Goku não “malha pra comer”. O treino é puxado, dia após dia, e alguns se empolgam com tamanha determinação.

Apesar de não virarmos Super Saiyajin, os meros mortais podem pelo menos se espelhar no herói e tentar chegar naquele ‘shape’ ideal sem precisar reunir as Esferas do Dragão e recorrer a Shenlong.

Para atingir este objetivo e não nos lesionarmos com uma gravidade aumentada 10 vezes, entramos em contato com Madson Rodrigo, Mestre e Doutorando em Educação Física, para pegar algumas dicas para treinar igual ao Goku (pelo menos enquanto aguentarmos).

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Goku é único e um SAIYAJIN

Okay, você está preparado para encarar o desafio de se tornar o “Goku da Vida Real”? Primeiro de tudo, Madson dá o alertar para que você não exagere.

“Para a ciência do treinamento esportivo, Goku representa cada um dos princípios que trabalhamos e seguimos na prescrição de um treinamento” comenta Madson.

Mas devemos lembrar do 1º princípio da individualidade biológica (DANTAS, 2022), onde se argumenta que cada ser é único, onde sua evolução e seu desempenho tem relação direta com sua genética.”

Neste caso, Goku é um Sayajin que veio à Terra, mostrando que até então ele era um ser único e já explicando tudo o que ele conseguia fazer. Com isso, o personal trainer expõe que Goku já possui uma pré-disposição para o aumento de força e habilidades, seguindo o princípio da Individualidade Biológica.

Madson continua:

“Logo após, Goku inicia seus treinamentos ao lado de Kuririn e seguindo as orientações do Mestre Kame e o princípio da adaptação fisiológica começa a se destacar, pois facilmente ocorria o aumento de força e habilidades a cada sessão e atividades de treinamento.

Por mais que o mestre colocasse em prova a aplicação da balança Volume x Intensidade, pois o mestre sempre tentava levar seus pupilos à exaustão durante os treinamentos, era perceptível que o corpo de Son Goku evoluía muito mais que o seu parceiro.”

Ou seja, pobre Kuririn… Ficar para trás envolvia uma questão fisiológica já estabelecida. Pelo menos, o profissional deixa claro que o treinamento era o mesmo no início, apesar da diferença nos corpos de Kuririn e Goku.

“Com o passar do tempo e as aventuras, Toriyama-sensei coloca em evidencia, mais um dos princípios do treinamento, o princípio da especificidade, quando Goku sai à procura de novos mestres para aprender novas habilidades, estas específicas e o levando além de seu nível , para que pudesse superar cada um dos desafios e sempre poder, salvar o planeta Terra.”

Ou seja, meu povo, Goku não ficou preso a um único treinamento. Além do Mestre Kame, ele buscou o  treino do Kaio do Norte e seguiu treinando até chegar na fase Super, onde passou a treinar com Whis no planeta de Beerus Sama.

Junto com a mudança dos mestres, vemos também a evolução de Goku. Ou seja, é preciso determinação para mudanças de treinamento para melhoria de resultados.

O personal continua:

Dentro da saga, Goku demonstra muita força e sempre recebendo mais carga de resistência durante seus treinamentos, saindo das atividades contra o peso do seu próprio corpo e chegando a situações extremas de tarefas de treino.

O próprio anime cita que o seu kimono pesaria mais que 10 toneladas e ele se movia livremente durante uma luta. 

Estímulo x Resposta

Com isso, Madson segue para explicar o conceito de “Estímulo x Resposta“, ao citar o pesquisador Estélio Henrique Martin Dantas: “O treinamento deve ser desafiador e buscar extrair a melhor resposta de cada atleta”.

Ao conceituar o princípio estímulo-resposta, dois momentos marcaram as séries Dragon Ball:

1 – Quando Goku se transforma em Super Sayajin na luta contra Freeza, logo após o vilão matar Kuririn, elevendo seu Ki e atinge a profética evolução;

2 – E quando, na batalha contra Jiren, Goku eleva seu nível ao Instinto superior, que até então seria o nível máximo de evolução…

Mas o anime sempre deixou claro a relação estímulo-resposta, onde uma ação fazia com que o herói atingisse a evolução.

Certo, mais e o treino pra virar o Goku boladão?

Respondendo a pergunta sobre um modelo ideal de treinamento baseado no Son Goku, Madson explica que existem várias formas de prescrição e que seriam facilmente relacionadas ao épico guerreiro sayajin.

“Brinco com meus clientes durante as sessões, principalmente quando uso o modelo piramidal (Fleck e Kramer, 2017), onde o sistema utiliza, dentro da mesma série, um aumento de intensidade, conjugado com a diminuição do volume.

Goku Day

Esse modelo de treinamento pode ser comparado facilmente à evolução do Goku frente aos grandes vilões, onde ele precisa aumentar a força dentro da mesma luta para superar seu adversário.

Madson usa como exemplo a  saga do Majin Boo, a saga em que ocorre o maior número de evoluções entre ao protagonistas e antagonistas da série.

“Dragon Ball é uma enciclopédia de referências para vários modelos de treinamento, mas após a pesquisar, ainda continuo com o modelo piramidal, que faz o atleta chegar até os limites de sua força de repetição máxima sem intervalo de descanso e para atingir, deve evoluir dentro da mesma serie.

Mas friso… assim como Goku, que sempre procurou um mestre para o ensinar novas habilidades, as pessoas não devem iniciar nenhum modelo de treinamento sem o acompanhamento especializado, assim como devem sempre verificar a legitimidade do treinador.

Até porquê o próprio anime mostra o maior “campeão” do mundo (Mr. Satan), como um charlatão que não tem poder ou nível algum.”

Ou seja, nada de sair colocando 100 quilos extras no corpo para sair treinando. Antes, é preciso a orientação de um especialista. Afinal, não temos Sementes dos Deus no Mundo Real para te curar de lesões sérias.

Então, preparado para iniciar seus treinamentos, dando o pontapé inicial neste Goku Day? Desde já, a Game Arena agradece o apoio de Madson Rodrigo pela verdadeira aula e dicas para entrar no ‘shape’ do Super Saiyajin mais querido de todos os tempors.

Bibliografia sugerida por Madson Rodrigo

ARAUJO, C A S de; DANTAS, EHM. A pratica da preparação física – 7ªED. 9786555760842. Manole. 2022.

Fleck, SJ. KRAEMER, WJ. Fundamentos do treinamento de forca muscular [recurso eletronico] / traducao: Jerri Luis Ribeiro, Regina Machado Garcez ; revisao tecnica: Ronei Silveira Pinto, Matheus Daros Pinto. – 4. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2017.

Guedes, Dilmar P. Jr.; Rocha, Alexandre C.; Teixeira, Cauê V. La Scala et al. Hipertrofia muscular: a ciência na prática em academias – São Paulo: CREF4/SP, 2018.


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